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" As lembranças se resolvem como num turbilhão. E no momento sinto que a saudade me invade, Não pelo passado, mas pelos dias que virão." Santuza Jugurtha Bonna
segunda-feira, 5 de março de 2012
Saudades
Houve árvores inesquecíveis
(Declev Reynier)
A vida passa mas elas ficam
Infelizmente algumas apenas na memória.
(Declev Reynier)
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Texto
O Farol
Queria ter a certeza de que sempre seria o teu farol, a luz que te guia à proteção. No entanto cresceste e possuis luz própria e a ela que segues. Mas permaneço sozinha e no mesmo lugar tentando iluminar o teu caminho para mostrar ...os percalços da trajetória da tua vida. Mas sei que iras pelo teu brilho. E um dia, quando a minha claridade que não passar de uma réstia e se apagar, o fulgor da tua não deixará que percebas a ausência do lume que se foi.
Texto
A Morte
De repente percebi que aquela seria a minha última aurora. Minhas pétalas estavam frágeis e ressequidas, meu caule há muito já havia perdido o frescor verdejante das flores em botão. Amanhã estaria totalmente murcha e em poucos dias nada mais restaria. Tremi de saudades da brisa matinal, dos pingos gelados de chuva, dos insetos atrás do meu néctar, da lua amiga silenciosa e dos vagalumes que teimam em disputar o esplendor das estrelas. Tremi de medo do alvorecer. Minha vida dedicada a inerte beleza, obra prima da natureza, sem alma, sem chances, sem esperanças ... apenas o fim.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
sábado, 17 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Texto
Passageira
Como passageira na locomotiva da vida vejo pela janela os momentos passando. Vejo momentos maravilhosos e outros em que eu poderia ter-me esforçado mais para torná-los palatáveis. Vejo a infância, a mocidade e a vida adulta. No início de tudo achava a locomotiva lenta, décadas para os 15 anos, outras décadas para a maioridade, a formatura, os primeiros dentinhos, os primeiros passos. Agora compreendi a louca rapidez em que estou sendo levada. Tento desesperadamente frear, diminuir a marcha, e viver mais intensamente o que me resta até a última parada. Mas em vão, ela corre tanto que chegará o dia em que nada mais identificarei, e a memória em total compasso com a fluidez da paisagem apagará das lembranças as reminiscências daquilo que vivi.
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